Setor de Assistência Técnica

O Centro de Referências FASTER tem repassado e continuará repassando conceitos, comentários e idéias para fundamentar e para viabilizar formas adequadas de atendimento de pessoas com deficiências, dando especial ênfase àquelas em idade de trabalho.

Seus especialistas sabem muito bem que o atendimento específico de jovens e adultos com deficiência em determinadas áreas, requer um acervo de conhecimentos que nenhum curso superior transmite, tornando muito difícil o desenvolvimento adequado e harmonioso de programas complexos, como o de empregabilidade, de oficinas de produção, de reabilitação profissional ou mesmo de colocação e acompanhamento. Sabem também que diversas dessas designações acabam sendo usadas inadequadamente, levando a uma muito comum descaracterização das mesmas.

O Que Encontramos

O que temos observado em todas as partes do Brasil e de todos os Países da América Latina tem correspondido ao resultado de uma dedicação sem par de muitos voluntários, que, com todo o mérito, unem-se para organizar entidades assistenciais destinadas a prestar atendimento basicamente a crianças e jovens com deficiência mental e por vezes com deficiência física.

Essas organizações, no sentido de prestar os atendimentos necessários e esperados pelas pessoas ou seus familiares, contratam profissionais de diversas áreas para formar suas equipes - de um modo geral recém-formados - que chegam esperançosos e crentes na possibilidade de oferecer o melhor de si para que sua clientela receba a melhor atenção e seus familiares consigam a melhor cobertura possível na solução dos problemas inerentes à situação.

No entanto, praticamente nenhum desses profissionais consegue chegar a uma entidade de atendimento reabilitacional, levando consigo conhecimentos específicos aplicáveis, principalmente aos programas pretendidos nas áreas de reabilitação profissional, de empregabilidade ou de oficinas de produção. Nesses programas, muito embora por vezes encontremos fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeuta ocupacionais devida ou indevidamente envolvidos, nota-se que as maiores dificuldades têm ocorrido com os profissionais das áreas de serviço social, da pedagogia e da psicologia, sempre sedentos de conhecimentos, mas desprovidos da necessária especialização.

Ao considerarmos os problemas relacionados à vida de trabalho das pessoas com deficiências variadas, é notório que as entidades montam um programa criado e mantido graças ao bom senso de seus diretores, por vezes espelhado em outros similares, contando operacionalmente com profissionais das mais variadas origens, tendências e experiências, mas sem a especialização requerida.

É exatamente esse quadro que leva seus diretores a buscar a opinião de alguns homens de negócio da linha industrial ou comercial, que aconselham aquilo que encontramos com tanta freqüência: a montagem de oficinas de carpintaria, pintura em tecidos, artesanato local, bordado, trançagem de vários tipos de fios, corte e costura, fabrico de sacolas e muitas outras atividades. Seus produtos acabam sendo reunidos para a venda em bazares beneficentes organizados pela própria entidade.

Dependendo de campanhas externas ou de doações de empresas preocupadas com sua imagem quanto à Responsabilidade Social, podemos até encontrar projetos de formação profissionalizante em computação eletrônica. Terminados os cursos, os profissionais não sabem o que fazer com os alunos formados, uma vez que o mercado de trabalho exige muito mais do que noções de digitação.Exige preparo escolar de um nível que esses alunos quase nunca têm. Além disso, o mercado de trabalho requer dos pretendentes a vagas determinados tipos de hábitos, atitudes e comportamentos que essas pessoas não dominam, por nunca terem sido especificamente trabalhadas nesse sentido no centro de atendimento.

Os Novos Caminhos

Esses comentários aqui expressos não são feitos no sentido da reprovação. Todos damos graças aos Céus por essas organizações existirem. Não há quem não considere o mérito desses voluntários e o valor da atuação desses profissionais. Todos fazem aquilo que podem, com carinho e dedicação.
No entanto, estamos aqui falando de um acervo de conhecimentos técnicos que poderão tornar a vida dessas pessoas com deficiência muito menos problemática, e que podem ser dominados por todos os envolvidos numa entidade de atendimento, formulando novos caminhos.
De que forma, perguntam todas as diretorias, se o orçamento dessas organizações não permite contratar profissionais mais habilitados? E mesmo que as entidades possam dar-se a esse luxo, onde estão esses profissionais tão indispensáveis? Eles existem?
Com o propósito de modificar esse cenário, o Centro de Referências FASTER montou e mantém seu Setor de Assistência Técnica, cujo propósito principal é colaborar na melhoria dos serviços existentes, garantindo às pessoas seus direitos a um atendimento que tenha significado em suas vidas. O repasse de informações, como as da Proposta de um Programa de Reabilitação, é um exemplo desse tipo de colaboração.
Conheça outros ângulos de toda essa questão do trabalho das pessoas com necessidades especiais e os esforços que o Centro de Referências FASTER vem desenvolvendo, acessando neste site uma página sobre Reabilitação Profissional e outra sobre Empregabilidade.

Sugerimos: Entre em contato conosco, sem qualquer compromisso para sua organização, para iniciar um diálogo, a fim de saber como nosso Setor de Assistência Técnica poderá colaborar com os programas destinados a jovens e adultos, face aos requisitos da vida de trabalho.

Centro de Referências FASTER
Setor de Assistência Técnica
E-mail: falecomfaster@uol.com.br