Ridendum


Usos e costumes inadequados, injustos, selvagens e preconceituosos têm existido em todas as sociedades humanas, colocando sempre indivíduos ou parcelas da população à margem de sua correnteza principal.
Essas pessoas ou os segmentos de população marginalizada e menosprezada, quase sempre cederam à evidência desses posicionamentos, praticamente sem reagir. Tomavam-nos como atos consumados, com os quais era necessário resignação e muita paciência.

Na antiga sociedade romana, por exemplo, durante o Império, a situação não era diferente. No entanto, foi exatamente dentro dela que surgiu uma figura singular que sacudiu suas bases e alertou para as muitas injustiças e incongruências, em todos os níveis: Marcial (Marcus Valerius Martialis).
Poeta e escritor satírico, Marcial não mediu palavras para atacar os hábitos e costumes daquela sociedade sofisticada, mas muito corrupta, por meio de pequenas frases, curtas alegações, sátiras mordazes, ou seja, pelos seus famosos “epigramas”.
Marcial funcionou dentro dos princípios subliminares de um muito antigo adágio latino que afirmava “Ridendum castigat Mores” (rindo atinge os costumes).
Alguns romanos criticavam também por meio dos “grafitti” a carvão, nos muros das mansões romanas, citando diretamente autoridades, mestres, negociantes, políticos e pessoas proeminentes, atingindo-as nominalmente. Esse  costume de revolta levou os romanos a criar o adágio “nomina stultorum ubicumque sunt locorum” (os nomes dos idiotas estão em todos os lugares).
Os ataques certeiros de Marcial a segmentos da sociedade romana e seus costumes, chegaram a inspirar filósofos, autores, políticos e a própria sociedade.
Hoje em dia, devido a experiências as mais variadas, temos não apenas os famosos e cada vez mais disseminados “cartoons” que vemos continuamente nas tiras de rodapé de nossos jornais, revistas e na televisão, mas também a sempre presente criação de situações jocosas que enfatizam condições muitas vezes inaceitáveis, por meio de anedotas espalhadas em rodinhas, em mesas de bares e restaurantes, em programas especiais de televisão e muitas outras formas.

Ao procurar particularizar o universo coberto por autores irônicos ou cínicos, o Centro de Referências FASTER, preocupado com a necessidade de atingir de frente usos e costumes, centrou-se exclusivamente nas circunstâncias que cercam as pessoas com deficiência. E descobriu que já existem cartunistas sutis, criativos ou engraçados, envolvendo pessoas com deficiência.

Ricardo Ferraz - Cartunista É importante aqui afirmar que não consideramos apenas as dezenas de cartunistas estrangeiros, mas inserimos trabalhos de um genial capixaba – Ricardo Ferraz e sua obra notável – que nos deu permissão para uso de todo o material inserido em seu livro imperdível: Visão e Revisão, Conceito e Preconceito. Muitos de seus cartoons podem ser admirados no site http://www.cadetudo.com.br/ricardoferraz.
Na verdade, porém, nossa aspiração última é que as próprias pessoas com deficiência, cientes dos objetivos desta página do Centro de Referências FASTER, colaborem com a remessa de material adicional, para reforçar nosso modo de implementar o adágio “Ridendum Castigat Mores”.

Para uma primeira apresentação, inserimos um tanto randomicamente o material selecionado, cobrindo aspectos de preconceitos, lazer, direitos, barreiras, vida afetiva, uso de cadeiras de rodas e outros mais.

Aproveitem bem

(PORTAS DO INFERNO)
Dia feliz!!! Sem acesso para cadeira de rodas...

 
(BEM VINDO - CUIDADO COM OS DEGRAUS)
  O que é que você esperava... rampas?!

Não, não, querida! Você fica aqui... a bola vai!
 
Barreiras não são mais problemas...

Eu te falei que não era uma rampa
para cadeiras de rodas...
Indy hoje... Mundo amanhã!!!...

Seguem alguns dos muitos cartoons de Ricardo Ferraz

Charges do cartunista Ricardo Ferraz

(*) Equipe do Centro de Referências FASTER

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